Juntamente com os fatores biológicos e físicos, os fatores químicos vêm complementar as barreiras que fazem parte da prevenção contra a penetração de agentes patógenos no organismo.
Algumas substâncias que fazem parte das barreiras químicas:
- Lisozimas – proteína presente em grande parte dos seres vivos, são encontradas nas lágrimas e no muco, atua na digestão de carboidratos de alto peso molecular, assim as bactérias que contém esse tipo de carboidrato na estrutura de sua parede celular acabam perdendo essa camada protetora polissacarídica;
- Peptídeos antimicrobianos – são proteínas de natureza catiônica e que tem a capacidade de permeabilizar membranas de microorganismos, tais agente químicos servem como um modo de controle particulamente rápido e eficaz contra a proliferação microbiana;
- Defensinas – pequenas proteínas catiônicas, encontradas de duas formas no organismo: alfa e beta, que podem ser encontradas nos fagócitos dos vertebrados e atuam contra bactérias, fungos e vírus envelopados. Sua maioria funciona através da penetração da membrana celular por atração elétrica e formam um poro através do qual o material sai;
- Catelicidinas – são também peptídios catiônicos, que atuam como antimicrobianos naturais do organismo e são expressos em leucócitos e nas células epiteliais, ou seja, são principalmente antibióticos envolvidos na defesa cutânea;
- Criptidinas – são mais um tipo de peptídio antimicrobiano, entranto estes são produzidos pelas células de Paneth (células epiteliais especializadas do intestino) e são consideradas defensinas entéricas. Esses peptídios se acumulam nas criptas intestinais e evitam que bactérias se acumulem nessas áreas, protegendo os enterócitos de uma invasão bacteriana;
- Ácidos graxos essenciais – são um tipo de gordura especial que não pode ser fabricado pelo próprio organismo, mas estão presentes em alguns alimentos. Atuam em muitos processos fisiológicos, como a manutenção da integridade da pele, mantendo a sua impermeabilização e assim dificultando a entrada de microorganismos.
Juntando-se a esses fatores, o pH baixo no estômago pode ser também um fator químico contra a atuação de certos microorganismos.
Além de servirem de barreiras, as substâncias químicas também atraem células de defesa como os glóbulos brancos que “ingerem” os microorganismos e as células mortas ou lesadas.



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