Contudo, tais mecanismos imunes dos invertebrados são apenas análogos funcionais aos dos vertebrados, uma vez que possuem semelhantes efeitos, porém, provêm ou são quimicamente diferentes.
Não custa relembrar que os animais podem ser divididos em “acelomados” (poríferos e celenterados) e “celomados” – grupo complexo que se subdivide em 2 linhas evolutivas: protostômios (anelídeos, moluscos, artrópodes) e deuterostômios (equinodermos, protocordados e cordados).
Os invertebrados fazem uso de barreiras físicas, processos análogos à fagocitose, à imunidade humoral e à imunidade mediada por células, por exemplo, para se proteger de supostas agressões.
É importante ressaltar que as descrições dos mecanismos imunes dos invertebrados não têm ainda um padrão subjacente, dada a enorme diversidade do grupo e havendo apenas algumas observações desencontradas em várias espécies.
→ Barreiras Físicas
ARTRÓPODES – Exoesqueleto {quitina}
A espécie Limulus polyphemus – caranguejo-ferradura – não apenas possui um resistente exoesqueleto, como é capaz de se proteger contra endotoxinas bacterianas: na presença de solúvel que contenha endotoxinas bacterianas, uma glicoproteína especializada e presente nos poros da carapaça é secretada e se coagula, de modo a “lacrar” os poros e paralisar as possíveis bactérias invasoras.
CELENTERADOS/ANELÍDEOS/MOLUSCOS/EQUINODERMOS – Muco
Ao se sentirem atacados, podem secretar massas de muco pegajoso, visando à imobilização dos agressores. Moléculas antibacterianas podem estar contidas em tal muco.
Em comparação com nosso corpo, temos certos órgãos os quais promovem uma maior exposição da superfície ao contato com o “ambiente”, constituindo-se entrada para agentes infecciosos. Principalmente, tem-se a pele, as vias aéreas e urinárias, e o tubo digestivo, possuindo cada um suas “armas” contra a invasão.
PELE: revestida por uma camada de células mortas – impregnadas por queratina -, que garante certa impermeabilização, representando um obstáculo mecânico eficiente contra a penetração de microorganismos patogênicos. Ácidos graxos presentes nas secreções sebáceas colaboram igualmente.
Pele humana
VIAS AÉREAS, DIGESTIVAS E URINÁRIAS: suas mucosas apresentam muitas substâncias, como a lisozima e anticorpos, providas de mecanismos antimicrobianos, contudo são livres da camada de células mortas, facilitando a invasão ao organismo.
mucosa do intestino delgado

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